No dicionário a palavra “ego” significa “Consideração ou apreço exagerado que alguém tem por si mesmo”, é uma ótima teoria e concordo plenamente com a mesma. Porém eu acrescento ainda que o ego esteja presente na personalidade do indivíduo de que está consciente e que exerce a função de controle sobre o seu comportamento.
Vamos deixar as definições de lado.
Há um tempo atrás, acompanhei um caso o qual gostaria de compartilhar.
Não vou citar nomes. Chamarei de “Dona Maria e Seu João”.
Dona Maria e Seu João eram muito amigos, companheiros inseparáveis eu diria. Cúmplices e confidentes (palavras mais do que perfeitas para descrever a amizade dos dois).
Nos últimos meses Dona Maria e Seu João tiveram uma discussão e ficaram um período, pequeno, sem se falar. Período pequeno no tempo, porém muito longo na vida de ambos. No entanto não suportaram a ausência um do outro e voltaram a conversar.
Juntos, concordaram que o motivo da discussão era pequeno demais para atrapalhar em sua amizade.
Em uma bela manhã de Sol Dona Maria e Seu João brigaram novamente, (não me pergunte o motivo, pois não lembro. Não sei nem ao menos se foi de fato uma briga, uma discussão ou um mal entendido). Posso dizer que Dona Maria e Seu João, após o acontecimento, nunca mais se falaram.
Quem começou a briga? Quem foi culpado?
Os dois!
Não importa.
Como minha avó diria “quando um não quer dois não fazem”.
Sábias palavras.
Agora você me pergunta: “Se essa amizade era tão forte porque uma briga, a qual nem é lembrado o motivo, acabou com ela?”.
Ego.
Sim, o ego é capaz de destruir as mais puras e confiantes amizades. É capaz de transformar besteiras em grandes acontecimentos.
Capaz de magoar, ferir, contristar. Capaz de impedir arrependimento.
No fim, deixa o remorso.
Enquanto isso, os dias passam. Eles seguem a vida em frente.
Sentem saudade? Não posso afirmar. Acredito que sim. Muita.
Única coisa que peço é que você pense a respeito.
Não deixe que seu ego tire o que você tem de mais precioso.
Ele pode nunca mais voltar.
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